quinta-feira, maio 28, 2015

Comendo Fora!






O que dizer das pizzas?
Sou meio suspeito para falar de massas - pizzas em especial -,  pois sem dúvida é uma das minhas refeições preferidas.



Recentemente fui na Belucci, pizzaria localizada na ilha do governador.  O sistema de serviço é rodízio de massas, e não fica preso somente as pizzas, tendo como opções macarrões de tipos variados com molhos também diversificados. Com forno a lenha e a preparação das pizzas exposta  ao público - coisa que já se tornou normal em pizzarias de forno a lenha. Tirando as pizzas, as massas não de fabricação própria, e sim, pré preparadas, não sendo o forte da casa.



As Pizzas são Feitas a Vista

Os sabores das pizzas são típicos de rodízio - cuja a intenção é ter o máximo de variedades possível -, alguns sabores inusitados não me agradaram, como a pizza baiana - me fez ficar arrepiado de tão temperada -, e de abacaxi - doce ao extremo. Quando o assunto é pizza, sou o mais trivial possível, sempre optando por sabores tradicionais como, frango com catupiry, portuguesa e calabresa.
A casa utiliza de cores mais escuras e luz semi-baixa, paredes revestidas com madeira de demolição e  varanda de frente para a rua - para os que curtem o ar livre -, possui também sistema de ar condicionado e música ambiente, a casa não peca no quesito aconchego e em geral agrada o público mais jovem. 


Corredor de Entrada.

O sistema de bebidas é refil, disponível refrigerantes, suco e mate. Bebidas como vinho, whisky, cerveja, drinks e chopp, podem ser pedidos separadamente sendo cobrado um valor a parte.



Refil Free.


 Ao meu ver, o serviço  é ponto fraco do local, como o sistema funciona em rodízio não se deve esperar um atendimento espetacular, mas o mínimo esperado é que pergunte o que se está achando do serviço aos comensais. Acho que um maitre resolveria grande parte do problema.

No mais o lugar agrada e não deixa a desejar, se vai passar pela Ilha do Governador fica a dica.





      Rua Cambauba, 116 - Jardim Guanabara
      Ilha do Governador - Rio de Janeiro - RJ
      Telefone: (21) 3367- 4056


      http://pizzariabelucci.com.br








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Meu email é alanalves_19@hotmail.com



sábado, maio 23, 2015

O Guia Michelin.








Lembro-me de quando ainda estava na faculdade - no primeiro período talvez -, da professora comentando sobre um guia que selecionava os melhores restaurantes e os premiava com estrelas. Na época, não compreendia bem o porquê de se falar tanto sobre essas simples estrelas, é algo tão normal à classificação natural do ruim, bom e excelente em tudo que se vê. Mais à frente percebi que o reconhecimento em algo que se luta tanto é muito gratificante, quando se está envolvido na área, pensando em inovação, com dias sem dormir direito, problemas a serem resolvidos - o mínimo esperado é o reconhecimento do seu esforço.
Lembro que nesse período o tal livro das estrelas ainda não era encontrado no Brasil - isso me deixava pensativo -,  porque, se tínhamos restaurantes tão bons e muito bem falados até mesmo fora do Brasil?
Com o tempo, agora já conhecendo melhor a vida por trás das panelas, tornou-se um dos meus sonhos trabalhar em um restaurante estrelado. Por um bom tempo ouvi rumores sobre o guia vir para Brasil, e achava que seria legal, não ia ser necessário ter que ir para outro país para ter essa experiência.  Sim, agora alguns anos depois fomos premiados com o guia das estrelas, e consegui adquirir um exemplar, desse item histórico. E de fato, é muito bom ter a “história” nas mãos!


Um pouco sobre ele:

 

"ESTE GUIA NASCEU COM O SÉCULO; IRÁ DURAR TANTO QUANTO ELE"
Prefácio da primeira edição do guia MICHELIN, 1900.

 

Era uma vez no coração da França... 

Tudo começou em 1889, em Clermont-ferrand, quando os irmãos Michelin fundaram a Manufacture Française de Pneumatiques Michelin - época em que dirigir era uma grande aventura.
Em 1900, quando existiam menos de 3.000 carros circulando na França, os irmãos Michelin tiveram a ideia de criar um pequeno guia com informações úteis para os pioneiros das estradas, indicando estabelecimentos onde pudessem abastecer ou trocar um pneu e recomendando lugares onde comer e dormir. Assim nasceu o guia MICHELIN!
A proposta do guia era clara: descobrir os melhores hotéis e restaurantes de todo o país. Com este objetivo, a MICHELIN contratou um verdadeiro exército de inspetores profissionais anônimos, capacitados para explorar todas as regiões - algo que nunca tinha sido feito!
Com o passar dos anos, as estradas precárias foram substituídas por rodovias melhores e a empresa continuou a se desenvolver, lado a lado, com a gastronomia do país: cozinheiros se tornaram chefs, artesãos se converteram em artistas e pratos tradicionais se transformaram em autênticas obras de arte. Durante todo o tempo, o guia MICHELIN, agora um fiel companheiro de viagem, continuou crescendo - e incentivou - essas mudanças.
A mais famosa distinção atribuída pelo guia foi criada em 1926: A "étoile de bonne table" - a célebre estrela que, rapidamente, se consolidou como referência no mundo gastronômico!
O Mais famoso dos pictogramas, mundialmente conhecido, é a estrela!
A princípio indicava “os hotéis que possuem uma cozinha renomada”. Um pouco depois, o pódio se forma com a 2ª e a 3ª estrela, no interior da França, em 1931, e, em Paris, em 1933.

 

 Classificação das estrelas:

   Cozinha Excepcional, vale a viagem.

   Cozinha excelente, vale o desvio.

   Cozinha muito boa na sua categoria.

Bibendum 

 

Conta a lenda que ele foi criado durante a Exposição Universal de Lyon, em 1894. Observando uma pilha de pneus na entrada, Édouard Michelin vira-se para o irmão e diz: “Veja, se tivesse braços iria parecer com um homem”! A ideia toma forma com o ilustrador Marius Roussiollon, conhecido como O’Galop. Ele desenha um homem feito de pneus, erguendo uma taça cheia de pregos e resíduos, com a citação latina “Nunc est bibendum”, que significa “Agora ele é bebido” (submetendo: o obstáculo). A frase atiça a imaginação do grande público.
Estamos em 1898: o boneco Michelin, o “Bibendum” nasceu!

 


O famoso boneco de pneus da Michelin - ficou cada vez mais conhecido e em 1911, o guia começou a cobrir toda a Europa. Em 2006, a coleção cruzou o Atlântico, premiando, com estrelas, 39 restaurantes de Nova York. Em 2007 e 2008, o guia chegou a São Francisco e Los Angeles e, em 2011, foi à vez de Chicago ganhar o seu próprio guia Michelin - o boneco Michelin se tornou um verdadeiro americano.
Em novembro de 2007, Bibendum deu seus primeiros passos em direção à Ásia: em reconhecimento a excelência da cozinha japonesa, choveram estrelas em Tóquio, cuja gastronomia estava em alta. Em seguida, vieram os guias de kyoto, Kobe, Osaka e Nara. Com yokohama e Sonham.
Hong Kong e Macau chegaram em 2009, colocando, definitivamente, o Guia MICHELIN, no mapa do Extremo Oriente.
Atualmente, a coleção cobre 24 títulos em 24 países, com mais de 30 milhões de cópias vendidas em um século.  Um recorde!
 


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domingo, maio 17, 2015

Fruto da Oliveira









 
Acredito que boa parte das pessoas sempre achou que, na hora de usar as azeitonas em suas preparações, poderia contar com duas opções: as verdes "tradicionais" - se é que posso dizer assim - e as pretas - que muitos acham ser de outro tipo, quando, na verdade, é a verde, só que escurecida com o tempo. Mas o mais interessante é que, assim como na fabricação de vinhos, em que cada uva é determinante no sabor da bebida, no caso das azeitonas, cada variedade se encaixa melhor em preparações distintas.





 Em matéria de uma revista de gastronomia, achei interessante as variedades de azeitonas, muitas que nunca tinha escutado falar. As que mais predominam em mercados são as Arauco - original da Argentina -, podendo ser encontradas outras variações se a procura for mais detalhada. Encontramos também Picual, Hojiblanca, Empeltre e outras mais, oriundas em sua grande parte da Argentina, Espanha, Portugal. 







O solo brasileiro não nos garante bons frutos. Algumas das variedades encontradas e suas especificações em cada prato: 

  • Gordal As azeitonas desta variedade têm origem espanhola. Seu fruto é redondo, grande e com polpa carnuda. De cor verde clara, geralmente apresenta pintas brancas. De sabor marcante, é ideal para aperitivos finos e pratos gourmet. 
  • Manzanilla Tem este nome porque seu formato é semelhante ao de uma maçã. Bem redonda, carnuda, de polpa mole, com caroço pequeno e sabor suave, esta varietal é verde clara com ligeiras manchas brancas e muda para tons próximos do violeta e do negro quando amadurece. Sua origem é espanhola e é mais recomendada em pratos onde seja descaroçadas e fatiadas, ou em receitas requintadas. 
  • Arauco Como mencionado, é o tipo de azeitona mais comum de encontrar. Seu nome é originado do vale argentino onde é cultivada desde o século XVII. Seu formato é ovalado, de tamanho médio a grande e sabor forte. Versátil, é ótima para servir como aperitivo ou para ser utilizada nas mais diversas receitas. 
  • Azapa Produzida inicialmente no norte do Chile, esta azeitona tem coloração roxa devido à sua maturação natural e longa, de aproximadamente 60 dias. Tem textura macia, são grandes e com caroço pequeno. Possui sabor levemente amargo, característicos do fruto maduro, sendo ideal para ser consumida pura ou em pratos como bacalhau, frutos do mar e saladas. Bem, agora ninguém tem mais desculpas para não acertar nos pratos.

    Se você conhece alguma outra variedade, já utilizou algumas dessas e tem algo a mais para acrescentar, deixe suas experiências nos comentários. E aí, com qual azeitona você vai?

Fonte: Menu



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domingo, maio 10, 2015

Fatos.











Certa vez, li em uma matéria que dizia sobre alguns fatos, do tipo, coisas que ninguém te avisou sobre trabalhar em uma cozinha profissional. Na época, não tinha pensado em escrever algo sobre ou mostrar os tais fatos aqui – isso foi em 2013. Algum tempo depois tentei achar a matéria, mas não encontrei, não recordava o nome do site e muito menos da matéria. Mas quando tem que ser, é, e pronto!
 Essa semana me deparei novamente com a matéria e não poderia deixar passar novamente. Escolhi alguns dos fatos relacionados na matéria para dar a minha visão que na época não era tão clara e hoje é mais ampla.

E são eles:

 



Você vai se transformar em um maníaco e sempre tentar levar todas as conversas ao assunto comida.



Sim, quase sempre tem algo sobre comida nos meus assuntos, seja algo que eu fiz, que comi em algum lugar ou lugares que eu e meus amigos temos que ir para comer.

2° Você irá ou perder uma grande quantidade de peso, ou ganhar uma grande quantidade de peso.

 

Não são poucas as vezes que eu ouço de pessoas que eu estou mais magro - de minha mãe principalmente -, e olha que eu acho que me alimento muito bem – não de tudo que eu quero, mas pelo menos do que eu preciso.

3° Você nunca terá um bronzeado.

 

É, acho que é mal de cozinheiro esse amarelo na pele!

Seus pés vão ficar destruídos.

 

Fato!


Pés cansados!

 

 

5° Suas costas ficarão destruídas.

 

Com a idade só vai piorar.

6° Você vai viver em um constante estado de privação de sono.

 

...

7° Você terá que pedir a seus amigos para planejar tudo em torno de sua agenda, porque você nunca sabe seus dias de folga e você provavelmente não será capaz de muda-los.

 

Kkkkkkkkkk, quando leio isso, só me lembro de meus amigos mais próximos reclamamando por eu estar trabalhando muito, e olha que hoje em dia eu tenho dias “quase certos” de folga.

8° Você vai se tornar uma pessoal mais rude.

 

Não me pergunte o porquê, mas acontece!

...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9° Você vai se tornar mais resistente as chamas de um fogão.

 

Isso até que eu curto!


10° Sua tolerância com a falta de eficiência e bom senso das outras pessoas diminuirá drasticamente. 

 

Acredito que eu já era bastante intolerante, mas a paciência se vai com mais facilidade hoje em dia, devemos trabalhar sempre nesse ponto. 


Qual o cozinheiro que não é ranzinza?!

11° Você vai passar a maior parte de sua vida confinado em uma pequena sala com pouca ventilação, sem decoração, com altas temperaturas, muita umidade, ruídos, sem luz natural ou janelas e, com um pequeno grupo das mesmas pessoas.

 

E quem sabe boa parte em um subsolo, rsrs! 

12° Você vai trabalhar mais horas do que você jamais imaginou ser possível.

 

Quando alguém comentava sobre 12, 14 ou 15 horas de trabalho eu achava exagero. Sim, eu mudei de opinião!

13° Você não vai cozinhar jantares gourmet em casa. Você vai estar muito cansado, e de saco cheio.

 

Todo mundo acha isso, mas eu quase sempre estou cansado e/ou de saco cheio. 

14° Você estará em um estado constante de stress.

 

Os cabelos brancos que o digam.

15° Você nunca será insubstituível e espera-se que constantemente dê 110%.

 

Quem nunca?!

16° Você não poderá faltar ao trabalho com desculpinhas do tipo “com dor de barriga” ou “doente” ou “minha avó morreu”.

 

Tenso!

17° Pedirão para você cozinhar em todos os encontros familiares, como no Natal, por exemplo. Felizmente, pelo menos um ano ou dois, você estará trabalhando no Natal.

 

...(2)

18° Você vai ter que trabalhar muitos anos em posições subalternas antes de atingir qualquer nível de autoridade no ambiente de trabalho.

 

Não é moleza mesmo.

19° Você vai constantemente cometer erros, e cada vez que você cometer um erro, alguém irá fazer você entender que você é, evidentemente, uma MULA, porque somente uma MULA poderia cometer tal erro.

 

Sei que você vai rir, mas de fato acontece.

20° Se você é o tipo certo de pessoa, você vai se apaixonar pelo seu trabalho e nunca olhar para trás.

 

Ainda não olhei!








Esses e outros fatos estão no site : www.whatthefood.com.br






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