sábado, 21 de março de 2015

Tá Faltando Proatividade!








Certa vez, conheci uma pessoa que estava insatisfeita com o trabalho e só reclamava. Ela tinha certa influência sobre as outras pessoas, pois estava no emprego há mais tempo e executava o seu trabalho com perfeição – mas nada além do que era paga pra fazer. Logo, quando juntava o grupo na hora do almoço, apareciam as reclamações, as críticas sobre a comida, que não estava boa... E, quando tinha que almoçar mais tarde para adiantar o serviço, sobre influência dessa pessoa, os outros também faziam corpo mole. Hora extra? Nem pensar! “Isso não faz parte do trabalho”, dizia.
O mais engraçado era que enchia a boca para dizer que podia ser despachado, pois não precisava se submeter a nada e nem a ninguém, uma vez que trabalho era o que não faltava. Mas, na hora de sair um pouco mais cedo para resolver seus problemas, aaaahhhh, batia o pé e saia de boa.
Um dia, resolvi perguntar por que essa pessoa não mudava de trabalho, por que não buscava algo melhor. A resposta foi assim: "Trabalho aqui porque faço do meu jeito, e tenho liberdade". Confesso que não entendi muito bem esse motivo.


Dar o Exemplo Não é a Melhor Maneira de Influenciar os Outros - é a Única. (Albert Schweitzer)

 Eu entrei como estagiário e ganhava muito pouco na época. As pessoas comentavam que não aceitariam trabalhar como eu, pois o salário era pequeno, mesmo para uma carga horária reduzida – e, às vezes, eu ficava em horário de trabalho normal – e sem trabalhar todos os dias da semana. Lembro-me como se fosse hoje... Eu nunca tive problema em fazer o que pediam no trabalho, pra garantir que tudo desse certo, e até ficava sem almoço, quando necessário. Isso mexia com as pessoas que gostavam de reclamar, e chegaram a me chamar de “capacho” do trabalho. 





Mas o serviço nunca passa despercebido e, quando apareceu a vaga para ser efetivado, colocaram-me sem pestanejar. Entrei em uma função que não esperava – estava preparado para algo mais inferior – e meu salário deu uma subida legal. A turma da reclamação logo soube que eu ganhava mais, até mais que uns mais antigos da casa. Eu tinha apenas dois meses de experiência, então imaginem a confusão que gerou na cabeça da galera! Porém, nem tudo são flores. Como efetivado da casa, comecei a trabalhar muito mais, agora com um dia a mais de trabalho, ficando sem almoço alguns dias e, em outros, almoçando de pé e trabalhando ao mesmo tempo. Não demorou muito pra voltarem às zoações de que eu era bobão e inocente, pois a empresa fazia o que queria e eu seguia as ordens – como se eu tivesse escolha –, sem reclamar.
Eu tinha plena consciência de tudo que podia acontecer e já tinha recebido orientações de amigos cozinheiros e de professores na faculdade sobre o início dessa minha profissão. Contudo, não desanimei e vi uma oportunidade de promoção depois de um tempo – seis meses pra ser exato. Ousadia ou não, arrisquei. O chef sempre observava tudo e todos, e acho que ele tinha alguma consciência da minha situação, pois me concedeu a promoção sem questionamentos. Vocês já imaginam o alvoroço que aconteceu novamente...

 
O Diferencial Atrai Olhares.


Resumindo, sempre vejo pessoas nos trabalhos em que passo reclamarem de coisas que fazem sentido e de outras que não fazem. Mas, aonde eu quero chegar é que, apenas reclamar não leva a nada e, às vezes, as próprias pessoas que estão insatisfeitas não pensam que podem mudar a situação conversando e expondo a situação ao superior ou agregando valor ao seu currículo para ter mais convicção ao pedir uma promoção ou um bônus – eu cursava a faculdade e precisava de dinheiro para continuar. Além disso, uma alternativa é pesquisar outro lugar para trabalhar.
Sempre tenho em mente um determinado tempo no qual vou ficar na empresa em que estou, seja pensando em continuar a crescer dentro ou fora dela. Às vezes, esse tempo muda, se for promissor ou não ficar na empresa.


Não Perca Tempo Com Reclamações!


As questões são:

Quanto você vale para a empresa?
No mercado de trabalho, pessoas são como bens que podem ou não agregar valor à empresa. Sempre tenha isso em mente.
Quer ganhar mais?
Melhore a sua situação curricular ou arrume um padrinho na empresa (a segunda opção é bem mais difícil).
Você é proativo(a)?
Uma vez, ouvi uma frase de um supervisor de uma empresa na qual passei, que sempre me vem à mente. Ele mencionou que “quem não é visto não é lembrado".
Faça render o seu dia de trabalho, você é pago para isso.
Está insatisfeito(a) e não vê melhora na empresa?
Comece a planejar sua possível saída. Caso a conversa com os superiores não surta efeito, não espere cair do céu.


Mexa-se! Proatividade já!


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Até a próxima.
Meu email é alanalves_19@hotmail.com

segunda-feira, 16 de março de 2015

Abra os Olhos e Feche a Boca.





Uma das questões mais intrigantes do momento é sem dúvida, o que comer.
Lendo uma matéria que saiu na revista super interessante, me peguei pensando em coisas tão bem camufladas que acabam passando despercebido pelos nossos olhos no quesito alimentos saudáveis!
O que de fato é mais agressivo para nossa saúde?  São tantas as coisas oferecidas no nosso dia-a-dia que fica difícil parar e qualificar de maneira mais concreta o que devemos por na nossa mesa.
  
De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira,  em sua segunda edição (2014), os alimentos são divididos entre em quatro categorias :


Link para download

In natura ou minimamente processados: folhas e frutas frescas, leite pasteurizado, carne congelada, grãos polidos, farinhas;
Processados: queijos, pães, conservas e outros produtos feitos com adição de elementos simples, como sal e açúcar,  a alimentos in natura;
Óleos, gorduras, açúcar e sal: extraídos de alimentos in natura ou direto da natureza;
Ultraprocessados: biscoitos recheados, macarrão instantâneo... Tudo cuja fabricação envolve muitas etapas e técnicas de processamento diversos ingredientes,  incluindo sal, açúcar, gorduras e componentes de uso exclusivamente industrial. Exemplos destes últimos são " proteínas de soja e do leite, extratos de carnes, substâncias obtidas com o processamento adicional de óleos, gorduras carboidratos e proteínas, bem como substâncias sintetizadas em laboratório a partir de alimentos e de outras fontes orgânicas como petróleo e carvão.

Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, se um industrializado tem muitos ingredientes, e com nomes pouco familiares, provavelmente não faz bem para você. 

Estamos lendo os ingredientes?


Dois exemplos citados:

Hambúrguer congelado

Foram encontrados dezenove ingredientes. Trinta e dois por cento de sódio que você deve ingerir em
um dia concentrados em uma porção de 80 gramas. Como principal componente, carne mecanicamente recuperada: também conhecida como restos de frango que ficaram colados na carcaça do animal e foram arrancados com ajuda de máquinas.

Refresco de Laranja em Pó 

Não se deixe enganar pelas frutas suculentas ilustradas na embalagem ou pelo tom amarelo crepúsculo do corante artificial: polpa de laranja representa 1% do conteúdo do saquinho. O que mais há nele é açúcar, seguido por maltodextrina, um derivado do amido ou da mandioca que também tem a função de adoçar, além de ser usado com frequência como "excipiente" de fórmulas, ou seja, para preencher espaço.




O grande problema é que a maioria desses produtos são muito baratos e com o baixo preço se atrai clientes, mas os fabricantes querem também fisgá-los pelo paladar. Melhor ainda se essa comida puder ser consumida sem esforço em qualquer lugar: diante da TV, dentro do carro, na mesa de trabalho.



Logo, você não precisa extinguir esses tipos de comidas, mas ter um certo controle da quantidade consumida é primordial.  Fique atento!!!

O que você tem comido com mais de 10 ingredientes? 


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Fonte: Revista Super Interessante

sábado, 7 de março de 2015

Antigamente Lá Em Casa...






Quando eu me lembro do que comia quando era criança, alegro-me, pois tive boas cozinheiras na família: minhas avós eram realmente boas no que faziam. Nessa época, não havia tanta preocupação com o que se comia e não existiam tantos alimentos processados como hoje têm. Se você queria uma galinha, o mercado não era a primeira opção. Perto de casa, havia um galinheiro – que, por sinal, ainda está lá!!! –, em que se escolhia a galinha a dedo. Uma das minhas avós era campeã em preparar galinha ao molho pardo e ensopada. 

Galinha ao Molho Pardo e Ensopada.

Na hora de comermos – somente eu e ela – a galinha, tinha todo um preparativo: um prato com miúdos, outro com galinha e o seu caldo e, o que não poderia faltar, um prato com feijão e farinha, no qual seriam feitos bolinhos amassados à mão, chamados de capitão – desconheço a origem do nome –, para comer molhando no caldo. Só de contar essa história eu fico com água na boca.


Naquela época, o óleo de cozinha era vendido em latas, e era costume guardar o óleo de volta na lata
Boas Lembranças!
após ser utilizado algumas poucas vezes. Uma das coisas que tinha um sabor peculiar era o frango frito com um pouco de sabor do bife que tinha sido frito em algum outro momento. O toque era diferente, algo que, até hoje, não provei igual. Algumas vezes, quando era a hora do lanche, minha avó, por parte de mãe, fazia hambúrguer com batata frita – batata feita em casa, nada de congelada – e eu botava muito catchup. Saudades desse tempo...
Minha mãe também cozinha muito bem, não tenho o que reclamar. Havia algo em especial que ela fazia e que eu curtia muito: um cachorro-quente de forno. Por um tempo, meu pai chegou até a vender no trabalho, pois algumas pessoas, ao provarem do seu lanche no intervalo, pediam com frequência essa deliciosa opção.

Se tem algo que eu me lembro de comer quando criança e que não sinto nenhuma falta é a bertalha. Ela é um tipo de folha parecida com espinafre, mas de sabor amargo. Tenho trauma disso até hoje.
Por outro lado, um sabor e um cheiro que me marca em qualquer lugar é o de Chocotone. Ele tem cara de Natal e nem a Colomba Pascal – também da Bauducco – lembra-me tanto a Páscoa como o Chocotone me lembra do Natal. E, falando em comidas natalinas, uma das coisas de que me orgulho de ter tido na minha infância – e de que sinto muita falta – são as épocas de confraternização, do tipo Natal e Ano Novo. Eu morava em um prédio de quatro andares e toda a minha família por parte de mãe morava lá também, desde tios a bisavó. As reuniões da família sempre me deixavam muito empolgado. A mesa era farta de todos os tipos de guloseimas de tradição natalina, como rabanada, pastéis, bolinho de bacalhau, canelone de presunto e queijo, Chester, peru e tantas outras.


Era Bem Isso!

Certa vez, minha família, por parte de pai, inventaram de fazer um leitão, com direito a maçã na boca e tudo. Ver o bicho marinado largado quase o dia inteiro foi uma sensação estranha. Acho que não cheguei a provar, pois não tenho lembranças do sabor.


Era Mais ou Menos Assim.

Enquanto as comidas eram feitas por cada membro da família e iam sendo postas na mesa, eu brincava pela casa, roubando, de vez em quando, uma guloseima. Os bolinhos de bacalhau eram meus favoritos, seguidos pelos pastéis. Minha vó sabia que eu curtia muito Chocotone – curto muito até hoje, rsrs – e garantia a compra de caixas a mais para não faltar. Mas, na verdade, muita gente gostava, por isso não podia deixar de ter.
Quando paro para me lembrar, sinto uma nostálgica sensação de bem-estar. Tenho uma saudade do tempo em que a comida em casa era vista de um jeito mais familiar.


Saudades...

 
Comida que lembra a infância! Sabor que lembra-lhe algo! Cheiro de comida preferido? Comida predileta? O que não pode faltar em sua casa? O que não lhe conforta quando come?

Comente suas histórias, saudades e nostalgias!


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domingo, 1 de março de 2015

Agradecimentos






Esse post em especial, é um agradecimento ao pessoal da Arte da Roça, que de uma maneira muito especial, me parabenizou com produtos. Foi uma grande alegria para mim, pois é a primeira participação de uma empresa diretamente no meu blog. Então fica a dica, para você que busca produtos naturais de qualidade e sem conservantes, como granolas, açúcar mascavo, arrozes integrais e muitos outros.
Então, eu não poderia deixar de escrever algo sobre como tenho usado o que ganhei.
Pra começar, eu gosto muito de granola, acho que boa parte das pessoas passaram a gostar quando veio a febre do açaí (e que combinação hein?!).
Mas eu escolhi usar em uma vitamina que foi quase como um smothie (faltando o iogurte). Eu usei também em uma salada, que é uma boa para substituir os tradicionais arroz e macarrão ou acompanhar se a fome for muito grande (rsrs). 


Vitamina de Mamão e Granola.

Uma versão refrescante e que acabou por substituir uma das minhas refeições. A versão tradicional da granola da Arte da Roça, tem pedaços de outras frutas secas além da uva passa e flocos de milho.

 

Vitamina de Mamão e Granola.

Ingredientes
1/2 (chá) de mamão picado
1 xícara (chá) de leite
1 colher (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de Granola Tradicional Arte da roça. 
5 cubos de gelo.

Bata no liquidificador o mamão, o leite, o açúcar, gelo e a Granola Tradicional Arte da roça e sirva a seguir. 



Salada, Granola de Tomate Seco e Orégano e  Molho de Mostarda e Mel.





Algo que me chamou a atenção dos produtos, foi a linha de granolas salgadas. E uma das coisas que eu gosto de comer, são saladas com algum tipo de cereal, oleaginosas (castanhas, amêndoas...). Eu me aventurei em uma salada, que ficou super legal.


Salada, Granola de Tomate Seco e Orégano e  Molho de Mostarda e Mel.

 

Ingredientes

           1 molho de alface crespa.
           1 molho de alface crespa roxa.
           1 beterraba ralada.
           1 cenoura ralada.
           1 manga em cubos.
           8 tomates cereja cortados em 4
           100Gr de granola de tomate seco Arte da Roça.
           100Gr de queijo parmesão ralado.
           100ml de molho de mostarda e mel.


    Em uma tigela misture todos os ingredientes com exceção do queijo, na hora de servir jogue 
    o  queijo ralado por cima. Sirva a salada gelada.


Não esquece de comentar se fizer alguma das opções!!!


www.artedaroca.com.br 

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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Delicias de verão!





Tá com calor? Pois é, tá muito quente!



Smothie Morango e Banana.
Aproveitando esse calor "locco", vamos falar sobre quais são as opções de gelados, que têm feito diferença nesse verão (e praticamente o ano todo). A primeira delas, são os Smothies (vitaminas super-geladas, se é que posso assim dizer). Essa bebida consiste em leite ou água, gelo, frutas e, em algumas versões iogurte. Acho que o mais conhecido deve ser o do McDonald's, que abraçou a onda do verão e lançou um monte de sobremesas geladas.


 
Sorbet.
 A segunda onda, ainda persistente, tendo várias versões de sabores e acompanhamentos, é o sorbet. Uma variação do sorvete, o sorbet não leva leite. Sendo mais leve, o resultado é um sorvete mais granulado, que até faz lembrar uma raspadinha. Alguns restaurantes usam como amuse-bouche -degustação de algo que precede uma refeição ou serve de transição para outro prato- utilizando na passagem de uma sobremesa para outra.


   
Paletas Mexicanas.
E a onda do momento são as paletas mexicanas. As paletas são versões do nosso conhecido picolé, podendo chegar à 120gr praticamente o dobro dele - o peso do picolé varia 58gr a 74gr. Suas versões podem ser frutadas, cremosas, recheadas, e premium (versões com produtos mais sofisticados, chocolate belga e etc). Mas a verdade é que qualquer uma delas é bem-vinda nesse calor que tem feito, já que são geladas.






Algumas dicas dos que eu provei.

Los Paleteros
Paletas de Mousse de Maracujá e Chocolate Belga.
Bem, como já tinham me dito, a paleta é muito boa. O ambiente é legal, eles são preocupados com a higiene, disponibilizam álcool em gel para os clientes, além de ter alguém que abre a embalagem para pessoas que vão comer no local.
Quanto ao valor, os preços variam entre R$ 6.00 à R$ 9.00, valendo cada centavo investido diga-se de passagem!


 

 McDonald's

Smothie Banana e Morango.
A outra dica já não me agradou tanto, mas, aos aficionados pelo McDonald's, deve agradar. O smothie de morango e banana e iogurte. A princípio parecia ter um grande potencial,  mas acabou não compensando o investimento de R$ 10.00 por 500ml. Como sabor oferecido era das frutas e o que predominou foi o sabor de iogurte (não senti sabor de frutas, na verdade) não curti muito. No geral, não me agradou muito.  Sem contar a grande fila de pagamento e espera para pegar o produto - algo corriqueiro em fast-foods hoje em dia.











Qual desses você prefere? Deixe suas experiências geladas nos comentários. 

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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Você é o que você come!

 
HUMMMMM.....
 
Aí vem aquele fim de semana, e ninguém quer comer um simples arroz com feijão. Nesses dias as lanchonetes bombam,  com seus cheese burgueres, cheese bacons, e o famigerados cheese tudo. Tem  um tempo que já não me enchem os olhos esse tipo de lanche. Diferente de alguns aficionados por hambúrguer que conheço, que só de sentir um cheiro de hambúrguer já sonha alto. E a bem da verdade, se pudessem comeriam pelo menos uns 4 ou 5 dias por semana. Mas a real é, que esse tipo de comida já está enraizado na cultura brasileira, no Rio posso dizer que predominantemente reinam o hambúrguer e o cachorro quente,  andei pesquisando alguns coisas sobre comida de rua, para colocar no meu Tcc (trabalho de conclusão de curso)  e observei que na Bahia eles levam o acarajé muito à sério, meio que patrimônio cultural, e batem no peito dizendo que o verdadeiro acarajé só em salvador. 
Fast food cada vez mais enraizado.

Confesso que eu particularmente tenho uma enorme queda por pizzas, me fazem querer ir à Itália pra ver a massa original (rsrs). Onde eu quero chegar com isso?!  Então,  será que esse tipo de comida deve receber devoção cega a ponto de comermos sem precisarmos nos preocupar com a higiene e saúde?! O que me deixa louco quando vou comprar lanches é ver o pessoal que pega no dinheiro manipular a comida (surto de verdade) é quase certo de não voltar lá. Outra coisa também é ver o pessoal da cozinha sem uniforme (não, eu não tenho TOC) parece brincadeira,  mas é questão de higiene básica, onde a pessoa esteve com a roupa antes de mexer no meu lanche?! E esse é trabalho do momento, sabendo usar uma chapa e tendo um bom ponto se faz dinheiro tranquilamente. E ainda sim tendo um bom ponto, pessoas passando com frequência e tudo o mais a seu favor, sempre tem uns lugares que não vão longe. Quem nunca passou mal por ter comido em um lugar onde se sabia ter alimentos de origem duvidosa, e disse que nunca mais comeria lanches de lugares assim, mas bastou passar o tempo de se esquecer do ocorrido que os olhos saltaram de novo ao passar em frente uma barraca de lanches. E assim como a parte higiênica, a parte saudável também é fundamental. 
Um bom exemplo disso, é McDonald's que tem observado isso, seus lanches já possuem opções mais saudáveis como, frutas, sucos diversos e outras novidades menos calóricas. Estudos comprovam que a população em sua maioria está em sobre peso. Com isso fica a dica de se alimentar de maneira mais racional e menos impulsiva. Sim, você pode comer o que quiser, mas tenha cuidado, o que você come, de fato é o que você é. 

  
video
 Bem pessoal, espero que tenham gostado. Se você conhece algum lugar do tipo lanchonete (no estilo podrão) e que fica super lotado, deixa um comentário aí. Ou se aconteceu algo inusitado com você depois de comer em lugares assim comente também. Me ajudem divulgando o blog, isso vai fazer uma grande diferença, me motivando a escrever mais sobre minhas experiências. 
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sábado, 31 de janeiro de 2015

Crônicas.

Cozinheiros não vivem disso! rsrsrs.
     Engraçado que, com o boom da gastronomia que se deu há alguns anos, as pessoas passaram a achar que, se você é cozinheiro, você é uma pessoa de um paladar diferenciado, que só come comida gourmet, frequenta bons restaurantes e que não aceita qualquer coisa que lhe oferecem quando faz uma visita na casa de seus amigos. É mais ou menos assim: você vai a um almoço ou jantar na casa de um amigo. Todos estão pondo seus pratos e chega a sua vez – o reles cozinheiro. Nesse caso, geralmente, a pessoa que fez a comida ou que simplesmente trouxe – quando a festa ou encontro é do tipo americana, em que cada um leva algo diferente pra comer, de modo a ter uma variedade legal e não ficar caro pra ninguém – vira pra você e diz assim: “Quero ver o que Fulano [no caso, você] vai achar. Espero que goste. Não é gourmet, nem sofisticado como o que você deve comer.”
Não, cozinheiros "normais" não comem comidas sofisticadas – pelo menos, não no dia a dia [risos]. 



E, cara, o ambiente em uma cozinha é muito estressante, e não é difícil encontrar cozinheiros bipolares, muitos frustrados por ganharem tão pouco, por não terem o devido reconhecimento, por não estarem conformados com as pessoas com quem trabalham e até por não gostarem da profissão. Já vi quase de tudo nas poucas cozinhas em que passei. 



 Certa vez, quando eu era novato e estudante de gastronomia, fui estagiar em um restaurante legal e em alta na época. Chegando lá, logo de cara senti uma pressão sinistra. Parecia que tudo o que eu fazia era observado por todos, principalmente as coisas ruins. Mas, com o tempo, fui me acostumando, e já era, em parte, um membro da cozinha. Eu admirava os cozinheiros que trabalhavam ali, pois as muitas horas de trabalho deles me estimulavam a querer subir na hierarquia. O restaurante abria para almoço e jantar, sendo os mesmos cozinheiros nos dois turnos, mas com paradas para descanso. Eu ficava no intervalo trabalhando, pois meu horário era mais curto. Certo dia, quando eles voltaram para o turno do jantar, percebi uma diferença em um dos integrantes. Na mesa jantando, eu, inocente, perguntei se a pessoa estava bem – pois sorria de maneira descontrolada. Reparei que alguns abaixaram a cabeça quando a pessoa me respondeu que estava bem, sorrindo e evitando olhar diretamente nos meus olhos. Mais tarde, soube que alguns usavam drogas no período do intervalo. 

Uma outra vez, eu, já cozinheiro, em um outro restaurante, vi uma discussão entre um garoto e duas garotas que trabalhavam lá também. Reparei que uma das meninas estava chorando muito e sendo consolada pela companheira, enquanto o garoto só ria. Soube que ele a desrespeitou e todo mundo aconselhou ele a pedir desculpas e finalizar a história, mas ele insistia que ela tinha dado "mole" e a culpa era dela, pois ele era homem. Ela, não feliz com o rumo da história, encaminhou-se ao RH para falar que, caso não resolvessem o problema dela, iria processar o restaurante. O RH resolveu chamar o garoto para ouvir a versão dele, que alegava que a culpa não era dele e que não iria pedir desculpas, pois ele não pedia desculpas nem pro pai dele, muito menos para uma mulher. Por causa dessa posição, o RH resolveu deixar ele escolher: ou ele pedia pra sair ou levaria justa causa. O garoto resolveu pedir para sair.
Houve um tempo em que eu trabalhava por contrato de curto período em um restaurante improvisado numa praia. O lugar era legal e a proposta também, sem falar que o salário era interessante – e eu estava desempregado. Em menos de um mês, a coifa da cozinha quebrou e o ar-condicionado não dava vazão. Nós cozinhávamos em um contêiner desprotegido do sol, 12h por dia. Com o tempo passando e o lugar bombando – era período de carnaval –, nós nos sentíamos muito pressionados. Tudo era motivo para brigas, a cozinha se dividiu em duas equipes e nunca estava bom pra todo mundo. Já no fim da meada, um dos cozinheiros se estressou com uma garota que trabalhava na limpeza e não queria que ela entrasse na cozinha. Ele começou a xingar a garota que insistia em querer entrar e eu meio que estava entre os dois. O cozinheiro era parceiro meu e achei que ele iria me ouvir, mas quando resolvi falar para ele se acalmar, ele estava tão cego de raiva que já estava avançando pra jogar a garota abaixo. Precisei insistir muito para ele me ouvir e tudo se acalmar.



 







Esse era eu.

A cozinha é um lugar que tem de tudo, desde amizades verdadeiras a inimizades mortais. Mas, pra quem gosta, é um ambiente que propõe grande satisfação ao final do dia. Eu continuo a aprender, e acredito, que vão ter muitas outras histórias pela frente.

 Bem pessoal, espero que tenham gostado. Deixem seus comentários, de algo que aconteceu semelhante com vocês ou sobre o que acharam. Me ajudem divulgando o blog, isso vai fazer uma grande diferença, me motivando a escrever mais sobre minhas experiências. 
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